Release

A HISTÓRIA
Tay Dantas, Jane Soren e Lu Guessa vêm de histórias ligadas à música, cada uma a seu modo.
Tay descobriu o canto nas missas que freqüentava com sua mãe e, aos 8 anos, estreou tocando num grupo infantil. Nascida em família de músicos eruditos, Jane começou a estudar música aos 6. Lu teve seu primeiro contato com a música ainda na barriga da mãe e, aos 13, começou as aulas de violão.
O inevitável aconteceu e passaram a integrar diferentes grupos. Tocavam em bares da noite carioca, cada uma com sua “gig”. Até que, como Jane costuma dizer, ‘destruíram todas as outras bandas para formar a delas’.
Tay e Lu se conheceram num lugar no RJ onde tocavam. Lu conheceu Jane num ônibus. Ela viu o violino e pensou: ‘quem toca essas coisas clássicas, normalmente toca teclado ou piano. Como eu preciso de uma tecladista, vou dar um jeito de falar com essa garota’. Pediu desculpas por esbarrar em Jane, apesar do ônibus vazio, chamou-a de ‘colega’, falou que tocava, perguntou o que ela tocava, a chamou pra banda e Jane disse: NÃO! Aliás, disse não algumas vezes … até Tay ligar mentindo que era uma a produtora “Carla Dumont”, que o trabalho da banda era sério e blá blá blá. Jane topou fazer um ensaio experimental.
A química instrumental e profissional rolou e a coisa foi ficando séria. Nos shows, as pessoas pediam e perguntavam sobre o trabalho autoral.
Surgia assim, em meados de 98, o power trio que acabaria por incendiar Liverpool quando, em 2004, com o nome “Acústika” foram o primeiro grupo feminino a tocar em Liverpool, em festival dedicado às músicas dos Beatles, realizado no Cavern Club. O sucesso foi tanto que foram convidadas para a edição latina do festival, onde ganharam o prêmio de melhor banda estrangeira, sendo elogiadas por Julia Baird (irmã de John Lennon).
O som do grupou cresceu e as meninas decidiram mudar para Ruanitas, para não se limitar a nenhuma imposição sonora. A base continua sendo acústica, mas com mais liberdade de experimentação, um rock feito sem muitas distorções, melódico, mas com letras mais agudas, permitindo mixar violões, violinos, teclados, vocalizações afiadas, eventuais distorções e levadas rítmicas ora delicadas, ora beirando o hard rock, sempre com uma assinatura original e repleta de atitude.
Com seu primeiro CD homônimo nas lojas, as Ruanitas fazem o show de lançamento em grande estilo no Canecão, dia 01 de setembro.
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O CD
O CD de estréia das Ruanitas traz 13 faixas autorais.
Os temas das letras, a maior parte feita em parceria por Tay e Lu, incluem relacionamentos afetivos, ironias, a atitude em relação à vida como um todo, temática social e observações sobre o dia-a-dia.
As canções investem em diversas direções. “Nossa Trilha” e “O Que Te Faz Feliz” possuem forte teor romântico. “Perdeu Playboy” detona os pretês folgados, enquanto “Agora é Assim” segue na direção “bateu, levou”, tocando no delicado tema da traição. “Erros e Acertos” avalia o que há de errado em uma relação a qual não se quer ver terminar. “Sol e Lua” expõe o dilema em escolher entre dois parceiros opostos e que satisfazem necessidades distintas. “Tudo se Resolve” procura passar mensagem positiva para quem está vivendo uma fase difícil em sua vida. “Revolução” conta com a participação especial de Manuh, jovem cantor da nova geração de rap e rhythm and blues, e fala sobre conflitos entre as pessoas, fundindo rock e rap.
“Os Segundos” é homenagem de Tay a seu saudoso pai, evocando a dificuldade que é lidar com uma perda desse calibre, e como se segurar para seguir em frente. “O Que Sobrou de Mim” evoca as dores de um romance mal resolvido, e “Deixa Minha Vida Em Paz” encerra o CD com o clima de quem não agüenta mais uma determinada relação e sai da mesma soltando fogo pelas ventas, com direito a palavrão e tudo.
Incluída na trilha 2008 da novela Malhação, da Rede Globo, a energética canção “Vaza!” é um rock básico, com bons vocais, base acústica bem elaborada e letra que prega a liberdade de escolha sempre acima dos preconceitos e da censura alheia. “Obrigada” a nova música de trabalho que está nas rádios, agradece de forma irônica as vaciladas alheias em relação a nós e fez com que o público do Programa do Jô gritasse o refrão na apresentação ao vivo.